HISTÓRIA

O percurso historiográfico cognominou a freguesia de diversas maneiras, todas elas intimamente relacionadas com o universo da história local, da vivência popular, da literatura, das tradições, usos e costumes. Deste modo, designações como: “ terra do amadis de Gaula”, “terra de adelos” (vendedores ambulantes), “terras de doutores”, “terra de padres”, “terra das amoras” e “terras de malvasias”, entre outros, traduzem um conjunto singular de dados que nos ajudam a entender, actualmente, a identidade cultural local.

E assim, como reza a lenda, sempre que um gaulês era interrogado sobre sua naturalidade, respondia prontamente: “sou de Gaula e que tem você com isso” – se a questão era feita no tempo das amoras – ou “sou de Gaula pelos Meus pecados” afirmação feita fora do tempo de colheita daquele saboroso fruto.

Amadis de Gaula

As mais antigas referências documentais respeitantes à localidade de Gaula remontam ao ano de 1509, altura em que o rei D. Manuel I concede a esta localização a criação da capelania de Santa Maria da Luz.

Com um topónimo provavelmente conectado com a influência dos romances da cavalaria, nomeadamente, o romance histórico “Amadis de Gaula”, a freguesia albergou famílias senhorias como foi o caso de Lançarote Teixeira de Gaula e Helena de Góis, filhos de Lançarote Teixeira, este último, filho varão de Tristão Vaz Teixeira, primeiro capitão donatário de Machico.

 Presentemente a freguesia conta com duas paróquias: a de Nossa Senhora da Luz, a Sul e da Achada de Gaula, a Norte.