PATRIMÓNIO NATURAL

Vegetação indígena da Madeira é constituída por um conjunto de espécies que encontram a sua distribuição às ilhas da Macaronésia (Madeira, Açores, Canárias e Cabo Verde). Dentro deste conjunto de espécies algumas são exclusivas do nosso Arquipélago ou até mesmo da ilha da Madeira (endémicas). Na freguesia de Gaula, apesar de maior parte da vegetação indígena estar dispersa por entre os campos de cultivo, as habitações e o litoral, podemos encontrar um pequeno núcleo de floresta indígenas-Laurissilva – nas encostas da Ribeira do Porto Novo, junto à Levada dos Tornos.

Vegetação Litoral

No litoral, podemos admirar um importante conjunto de espécies vegetais de valor incalculável e imensa beleza. O Massaroco (Echium nervosum), a Figueira-do-inferno (Euphorbia piscatória), o Ensaião (Aeonium glandulosum) e o Farrobo (Aeonium Glutinosum) são apenas algumas das espécies exclusivas (endémicas) e que fazem parte desta associação xerófila do litoral.

Amoreira (Morus nigra)

É uma árvore caducifolia de pequenos frutos suculentos e agridoces que frutifica nos meses de Verão e constitui uma presença muito comum na freguesia de Gaula. “Gaula.

Amoreira     Pormenor de amoreira

Plantação de Amoreiras
A Junta de Freguesia da Freguesia de Gaula, no espírito comemorativo do Dia da Árvore, está a promover a plantação de amoreiras.
A iniciativa que, tende a incentivar o cultivo desta árvore originária da Ásia e introduzida na Europa no século XVII, procura favorecer o objectivo “verde” relativamente à prática da plantação de árvores e ao mesmo tempo diversificar a disponibilização do fruto e a produção de derivados com grande tradição na freguesia.
A amoreira é árvore emblemática para a Freguesia de Gaula. Surge, tradicionalmente, divulgada pela “Lenda das Amoras” na obra do Padre Alfredo Vieira de Freitas e, mais recentemente, descrita ao pormenor nos livros do investigador Lourenço Freitas.
Cabe, entretanto, realçar que esta ideia foi sugerida por uma aluna de uma escola local, servindo o exemplo de que a comunidade escolar está atenta à identidade e às singularidades locais.”

Passeios a pé

Passear a pé é sem dúvida a melhor forma de entrar em contacto com a Natureza e sentir a vivência da população. As veredas e levadas que cruzam a freguesia de Gaula incluem um universo de realidades que proporcionam paisagens admiráveis, grande diversidade florística, um maravilhoso colorido de aves e um vasto conjunto de valores patrimoniais.

Em Gaula, encontramos veredas com paisagens inesquecíveis.

Aves de Rapina

Os céus de Gaula são constantemente cruzados por Francelhos (falco Tinnunculus canariensis) e Mantas (Buteo buteo harterti), duas aves de rapina que apresentam características peculiares no nosso arquipélago.

A Manta, maior ave indígena da Região, voa frequentemente a grandes altitudes vigiando o solo em busca das suas presas.

O Francelho, mais pequeno, é muito mais esguio e percorre os campos contornando as árvores e as habitações. Frequentemente paira no ar, completamente imobilizado, à espera de detectar pequenos ratos, gafanhotos ou até mesmo lagartixas, para então mergulhar em voo picado sobre a sua presa.

Melro-preto (Turdus merula cabrerae)

O Melro-preto desperta antes do amanhecer e enche o ar fresco da manhã com os seus melodiosos sons. Alimenta-se de pequenos frutos e vermes por entre os campos, sendo muitas vezes perseguido pelos agricultores devido aos prejuízos que provoca.

Pombo Trocaz (Columba trocaz)

O Ponto Trocaz é uma espécie endémica da ilha da Madeira, características das zonas cobertas por floresta indígena. Este pombo corpulento alimenta-se das bagas existentes nesta floresta, com particular preferência pelas bagas de loureiro (Laurus azorica). O estatuto de ave protegida possibilitou-lhe a recuperação, existindo actualmente em número considerável de indivíduos. Em Gaula é possível observar esta maravilhosa ave junto à Levada dos Tornos nas margens da Ribeira do Porto Novo, num local onde um pequeno núcleo de floresta Laurissilva recupera.

Zambujeiro (Olea europaea maderensis)

Um grande núcleo com várias dezenas de indivíduos desta subspécie endémica de Oliveira pode ser encontrado no vale do Porto Novo, na vertente pertencente à freguesia de Gaula.